Como a hidroterapia pode ajudar na recuperação do câncer?

A Hidroterapia ou Fisioterapia Aquática é uma modalidade de tratamento, reabilitação e prevenção da fisioterapia que utiliza-se das propriedades físicas da água.

A água aquecida da piscina pode promover o alivio da dor, a melhora da amplitude de movimento das articulações, aumento da força e resistência muscular, melhora da endurance cardiovascular. Ainda, ela permite a sustentação do peso precoce em determinadas situações que necessitem uma menor sobrecarga. Este é o caso dos tratamentos fisioterapêuticos pós-cirúrgicos.

A flutuabilidade neutraliza a gravidade e alivia o peso corporal. As forças compressivas agem sobre as articulações, ajudando a minimizar a dor, relaxar a musculatura e aumentar a circulação sanguínea local. Já a resistência da água promove um meio de fortalecimento seguro e efetivo. E, por causa da viscosidade d’água, a resistência é encontrada em todas as direções de movimento.

Quando entramos em uma piscina logo sentimos uma pressão sobre o nosso corpo. A isto se dá o nome de pressão hidrostática. Esta pressão atua como uma “vestimenta compressiva” por todo o corpo. Ela ajuda a reduzir o extravasamento de líquido dos capilares para o interstício, diminuindo o edema. A pressão hidrostática é maior no fundo da piscina e vai decrescendo para a superfície. Isso cria um gradiente de pressão e simula uma drenagem linfática.

As respirações profundas realizadas durante a execução exercícios na água que estimulem a contração muscular, quando associadas à pressão hidrostática e à flutuabilidade, são fatores valiosos para o retorno venoso e linfático.

<h2>E por que isso auxilia no tratamento pós-cirúrgico do câncer?</h2>

Dessa forma, a fisioterapia aquática contribui muito para a reabilitação do paciente oncológico. Em especial pós Câncer de Mama (mastectomia total ou quadrantectomia), pois tem como objetivo:

  • preservar, manter, desenvolver e restaurar a integridade funcional do paciente
  • prevenir os distúrbios causados pelo tratamento.

Após a mastectomia, 90% dos pacientes apresentam alguma complicação.
Alguns exemplos são:

  • linfedema do membro superior,
  • dores musculares e articulares,
  • alterações posturais,
  • restrição de movimentos do ombro no lado acometido pela cirurgia

Isso, além das alterações emocionais promovidas pelo processo de combate à doença.

daniela hernandes - cefisa
Daniela Hernandes – Clínica Cefisa

Profissional: Daniela Hernandes de Andrade (CREFITO-SP:49982-F)
Fisioterapeuta Especialista em Saúde da Mulher Unaerp
Especialista em hidroterapia reconhecida pela Aquatic Physical Therapy Section

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