espasticidade

Saiba tudo o que você precisa sobre a Espasticidade

A espasticidade é um distúrbio motor decorrente de danos no sistema nervoso. Essa condição altera a rigidez do músculo, ou seja, há um aumento no tônus muscular. Essa alteração interfere e muito nas atividades diárias daquele que tem espasticidade. Continue lendo para entender tudo o que precisa saber sobre a espasticidade: das causas até o tratamento.

O tônus muscular e a espasticidade

O tônus muscular é uma leve contração constante no músculo no momento em que se está de repouso. É essa contração muscular que nos mantêm preparados para qualquer necessidade de nos mover. Seja ela consciente ou não.

O tônus muscular nos permite ter reflexos rápidos e automáticos. Quando estamos, por exemplo, sentados e, prestes a cair no sono, acordamos de repente, sendo impedidos de cair e nos machucarmos, é por causa do tônus muscular.

Isso porque a fibra muscular se estende, alertando-nos para que haja uma reação ao movimento. Além do mais, o tônus muscular também é responsável pelo equilíbrio e a postura.

A espasticidade é um distúrbio altamente incapacitante. Ela pode aparecer como uma leve rigidez muscular ou até como espasmos musculares que tendem a ser mais graves e dolorosos.

Podemos perceber com isso que a espasticidade interfere nas mais simples atividades do dia-a-dia. De escovar os dentes, caminhar até se trocar sozinho.

Causas da espasticidade

Como dissemos anteriormente, a espasticidade é causada por danos no sistema nervoso. Isso porque o sistema nervoso manda sinais para os músculos. Quando essa comunicação é, por alguma razão, prejudicada, há um distúrbio motor que leva à espasticidade. Esses danos têm sua causa em doenças neurológicas como acidente vascular cerebral, lesão na medula, esclerose múltipla, paralisia cerebral, etc.

Sintomas da espasticidade

Os sintomas apresentados por uma pessoa com espasticidade podem estar entre os listados abaixo:

  • Reflexos alterados
  • Fadiga muscular
  • Deformidade na articulação e no músculo
  • Postura fora do comum
  • Espasmos musculares, muitas vezes dolorosos
  • Dificuldade no momento da fala
  • Dor nas costas
  • Cruzamento de pernas não intencional
  • Rigidez articular e muscular, dificultando movimentos simples e, consequentemente, tarefas diárias
  • Permanente contração do músculo (fora do normal).

O diagnóstico é clínico. Portanto, lembre-se de procurar um especialista adequado que será capaz de ajudar a tratar o problema. Há várias formas de tratamento, adequadas para cada caso. Por isso, é importante que o profissional conheça todos eles a fim de ajudar no processo de recuperação. Permitindo que o paciente retorne à sua vida diária.

Cura para a espasticidade?

Antes de falarmos das formas de tratamento, a principal pergunta é: espasticidade tem cura? Infelizmente a desordem não tem cura, mas com o tratamento adequado é possível reduzir o problema.

O grau de rigidez do tônus muscular é avaliada em níveis de 0-4:

  • Nível 0: não apresenta aumento do tônus;
  • Nível 1: há um leve aumento do tônus muscular. Nesse nível o músculo afetado, quando estendido ou flexionado, mostra uma leve resistência no fim do movimento;
  • Nível 1+: leve aumento do tônus muscular. O músculo afetado tem uma leve resistência na fase final do movimento;
  • Nível 2: aumento maior do tônus muscular. Há uma resistência maior durante o movimento, mas afeta membros mais facilmente deslocáveis;
  • Nível 3: aumento significativo do tônus muscular. Torna difícil o movimento passivo (vindo de força externa);
  • Nível 4: o músculo afetado mostra-se rígido na flexão e na extensão.

Com o tratamento os níveis de rigidez do tônus tendem a abaixar. Graças à pesquisas e novos métodos, muitas vezes, o tratamento pode diminuir os sintomas do paciente de tal maneira que ele pode voltar às suas atividades diárias. Recuperando, assim, sua qualidade de vida.

Tratamento para a espasticidade

espasticidade
Imagem: Shutterstock

Procure neurologistas e fisioterapeutas capacitados. Os profissionais e a motivação do paciente são a chave para superar as dificuldades trazidas com a espasticidade. O tratamento se dá de três maneiras diferentes, mas nunca isoladamente. Tudo irá depender da necessidade de cada pessoa.

Tratando a espasticidade por meio de medicamentos

Os medicamentos são diversos. Pode ser que seja indicado dois ou mais medicamentos no tratamento. Entre eles estão o Baclofeno, o Benzodiazepina, o Diazepam e a Imidazolina. o Baclofeno e o Diazepam, por exemplo, relaxam os músculos e ajudam a diminuir os sintomas da espasticidade.

Efeitos colaterais variam muito para cada paciente.

Tratando a espasticidade através da fisioterapia

A segunda opção de tratamento é a fisioterapia. A fisioterapia serve para ajudar o paciente a retornar às suas tarefas diárias ao reduzir os sintomas da espasticidade. Assim, tornando mais fácil aquilo que foi prejudicado com a rigidez muscular. O método trabalha diretamente na diminuição do tônus muscular, na melhora da movimentação ou, em certos casos, para mantê-la. Além disso, também aumenta a coordenação, a força e traz mais conforto ao paciente.

A terapia pode incluir exercícios de alongamento e fortalecimento, posicionamento do membro, aparelhos temporários ou gessos, estimulação elétrica, aplicação de compressas frias e biofeedback.

Tratando a espasticidade com a injeção de toxina botulínica

Quando usada em pequenas quantidades, a toxina botulínica (também conhecida como Botox) se mostrou bastante eficaz no combate dos sintomas da espasticidade. Ela é aplicada diretamente na região desejada e não tem efeito permanente. Mas depois de poucos dias de aplicada tem uma duração de 12 à 16 semanas.

Os efeitos colaterais possíveis são edema, pequenos hematomas ou dor. Mas podem ser resolvidos com cuidados simples.

Tratando a espasticidade com a cirurgia

A cirurgia é outra forma de tratamento disponível. Ela pode ser sugerida quando a fisioterapia ou os medicamentos não estão surtindo o efeito esperado.

Vale lembrar que para quem sofre com o problema é importante procurar por pessoas que também vivem com a espasticidade. Compartilhe experiências e demonstre encorajamento!

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