Fisioterapia na Saúde da Mulher

Considerada uma das mais recentes áreas de atuação da fisioterapia, a Saúde da Mulher vem ganhando espaço e é indispensável na prevenção e tratamento de alterações funcionais que acometem mulheres durante as fases da vida.

Como surgiu?

Sabe-se que, diferentemente da fisiologia e da parte hormonal masculina, o corpo feminino é dado como mais complexo, além de apresentar questões exclusivas, como por exemplo, a gestação.

Diante disso, surgiu, inicialmente, a medicina uroginecológica, e como um dos tratamentos terapêuticos para as alterações encontradas, foi implementado uma área específica da fisioterapia para isso.

A Fisioterapia uroginecológica, portanto ficou responsável pelo tratamento terapêutico conservador de disfunções dos sistemas genital e urinário da mulher.

Com o passar dos anos, notou-se a necessidade de uma abordagem mais ampla e foi criada a Fisioterapia na saúde da mulher.

Estão sujeitas às alterações hormonais e, consequentemente, se enquadrando ao tratamento fisioterapêutico, mulheres que apresentam dor pélvica crônica, disfunções sexuais, prolapsos genitais, retenção hídrica, incontinência urinária ou incontinência fecal,  pré e pós cirúrgico de Câncer de Mama, pré e pós parto e até mesmo mulheres que estão na fase do climatério.

A procura de ajuda da Fisioterapia na Saúde de Mulher é maior em casos de Incontinência urinária, Câncer de Mama e por Gestantes.

Incontinência Urinária

É a perda involuntária de urina, em pequenas ou grandes quantidades (gotas ou jatos), que pode ocorrer devido a ausência de controle da bexiga ou fraqueza dos músculos do assoalho pélvico.

Sua incidência aumenta com a idade e em mulheres que são diabéticas, obesas ou que tiveram múltiplas gestações e partos.

Através da avaliação, o profissional irá diagnosticar o tipo de incontinência (esforço, urgência ou mista), quantificar a perda de urina e determinar o plano de tratamento mais adequado para o caso do paciente.

Dentre as técnicas que podem ser utilizadas, estão os exercícios de Kegel, o uso de Biofeedback, eletroestimulação ou cones vaginais. Além disso, é importante a orientação de ingestão hídrica equilibrada e a reeducação miccional.

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Câncer de mama

O programa de tratamento pode ser realizado no pré e pós operatório, prevenindo complicações, promovendo a recuperação funcional e proporcionando melhor qualidade de vida.

O fisioterapeuta pode utilizar-se de várias  técnicas e métodos como manobras de drenagem linfática manual, exercícios respiratórios, manobras de massagem cicatricial, exercícios de alongamento global e fortalecimento muscular, além de movimentos de facilitação neuromuscular proprioceptiva e de atividades funcionais.

Com isso, objetiva-se a diminuição de sensação de peso e desconforto do membro, diminuição de edema, ganho de força muscular, aumento da amplitude de movimento e prevenção de aderência cicatricial.

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Gestantes

O acompanhamento de um fisioterapeuta no período gestacional é muito importante.

Ele ensinará exercícios de correção postural (já que devido ao peso da barriga a coluna  sofre muito com as alterações),  treinos de equilíbrio – evitando as quedas; e exercícios de fortalecimento dos músculos do assoalho pélvico (prevenindo incontinência urinária e dando maior suporte ao peso extra da gravidez, além de ajudar bastante no parto normal).

Exercícios aeróbicos leves são super indicados pois promovem bem-estar, relaxamento e melhoram o metabolismo.

Por falar em metabolismo, na gestação ele fica lento, o que pode causar retenção hídrica. Para isso nada melhor que uma drenagem linfática para reduzir o inchaço (edema) e melhorar a circulação.

A massagem clássica também é bem vinda, pois traz relaxamento para as mamães que ficam tensas nessa fase.

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Pós-parto

Nessa fase, a fisioterapia tem como objetivo restabelecer as condições não gestacionais, ou seja, recuperar a força, flexibilidade e o corpo saudável.

Além disso, trata possíveis patologias como incontinência urinária, dispareunia (dor durante a relação sexual) e flacidez vaginal.

Também diminui o edema de membros inferiores, fortalece os músculos abdominais pélvicos, corrige a diástase abdominal, previne ou minimiza as aderências cicatriciais e melhora o condicionamento físico.

 

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